quinta-feira, 9 de junho de 2011

Apenas um Capitulo

     Decerto que todos já ouvimos falar da linha da vida (uma das linhas que temos na palma da mão). Na verdade, com ou sem essa linha da vida, o que é certo, é que quando nascemos, já temos uma linha traçada (quer queiramos, quer não), cuja linha implica crescer, viver, amar, sofrer (...) e certamente, morrer. Tudo isto é algo incontraditório, que por mais que quiséssemos, jamais poderíamos modificar. Assim como outros momentos de agruras que surgem no nosso percurso vital, no local e dia nunca esperado, numa indeterminada hora que jamais queríamos ver chegar. São coisas para as quais não contribuímos e que ao mesmo tempo, em nada podemos contribuir para que deixem de acontecer. É nessas alturas que sentimos uma espécie de revolta a nascer dentro de nós, e nos interrogamos "Mas afinal, se existe um Deus, como pode permitir que a vida seja tão injusta?!" E de dia para dia pensamos em como a vida é injusta quando nos leva algo que faz parte de nós, como se de nós um pedaço arrancasse...juntamente com toda a partilha de afecto; dedicação; amor; carinho...ficando somente um adeus sem despedida...um adeus eterno que jamais se apagará da memória e jamais deixará de ser sentido na alma e no coração de quem fica....onde residirá para sempre a saudade e o amor, como se o olhar sentisse, como se no ombro a cabeça encostasse, como se a minha mão fosse levada sempre pelo bom caminho. (Escrevi parte deste texto em 2005, no entanto, não podia deixar de o partilhar)
*4ever in my heart*

2 comentários:

Aníbal de Sousa disse...

Rita:

Esquecia-me de que és uma artista, mas tenho de te confessar que me surpreendes cada vez mais.

Aníbal

Arminda disse...

Sim, mi mor, és uma artista, filha de um ARTISTA,gosto de te ver novamente com este Dom da escrita, parabéns por esta publicação assim como as outras. Continua, pois eu não me canso de ler tudo o que escreves, amo-te muito.Tua mami